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Frigoríficos brasileiros se fortalecem com a vaca louca da Europa

Os casos da doença da ‘vaca louca’ registrados em países europeus fortaleceram o mercado brasileiro de carne. Entre os novos clientes conquistados estão países como Bulgária, República Checa, Eslováquia, Lituânia, Líbano, Finlândia, Grécia e Emirados Árabes. De acordo com o ministro da Agricultura, Marcos Vinícius Pratini de Moraes, as metas iniciais são o Leste Europeu e o Oriente Médio, e em médio prazo, os Estados Unidos e países asiáticos.

Os tradicionais clientes também têm ampliado as compras de carne bovina do País. O Irã, por exemplo, comprou no ano passado 1,580 mil toneladas de carne; nos dois primeiros meses deste ano, já importou 4,4 mil toneladas. O Egito, que comprou 2,4 mil toneladas de carne brasileira em 2000, já importou 1,9 mil toneladas neste primeiro bimestre. Se continuar neste ritmo, as previsões indicam que o Brasil atingirá receita de US$ 1 bilhão com exportações de carne bovina este ano, contra US$ 820 milhões em 2000. Os embarques de carne suína seguem a mesma tendência de crescimento.

Além do programa de marketing para divulgar a carne brasileira na Europa, há planos de trazer ao país gourmets e colunistas gastronômicos para conhecerem o sistema de criação do gado e a qualidade da carne brasileira.

O ministro também quer aproveitar as reuniões que tratarão da implantação da Área de Livre Comércio das Américas (Alca) para negociar abertura de mercados para o agronegócio brasileiro. Hoje, representantes do ministério e agropecuaristas discutirão pautas que serão levadas ao encontro de Buenos Aires, na próxima semana, uma reunião preparatória para a Terceira Cúpula das Américas, que ocorre entre 20 e 22 de abril, no Canadá.

(Por Ayr Aliski, para Gazeta Mercantil, 28/03/01)

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