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Índice de preços de alimentos da FAO alcança maior patamar desde julho de 2014

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O índice de preços globais de alimentos da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) subiu pelo nono mês consecutivo em fevereiro e atingiu 116 pontos, 2,8 pontos (2,4%) mais que em janeiro e maior patamar desde julho de 2014.

A alta do mês passado foi liderada por fortes avanços nos subíndices de açúcar e óleos vegetais. Cereais, laticínios e carnes também subiram, mas em menor proporção.

O subíndice dos óleos vegetais registrou alta de 6,2% ante janeiro, para 147,2 pontos. “Os preços do óleo de palma aumentaram devido a preocupações com os baixos estoques nas nações exportadoras, enquanto os preços do óleo de soja também foram elevados pelo aperto na oferta antes da chegada da safra sul-americana”, informou a FAO, em nota.

O subíndice do açúcar subiu 6,4% em fevereiro, para 100,2 pontos, impulsionado pela oferta restrita na Índia. O aumento dos preços do petróleo, que pode incentivar usinas brasileiras a produzir menos açúcar e mais etanol, também pressionou o indicador, disse a FAO.

O indicador que mede os preços dos cereais, por sua vez, ficou em 125,7 pontos em fevereiro, um aumento de 1,2% em relação a janeiro. Os preços do sorgo foram os que mais subiram (17,4%).

Os preços dos laticínios aumentaram 1,7%, em média, para 113 pontos, e os das carnes registraram alta de 0,6%, para 96,4 pontos.

O Índice de Preços de Carne da FAO teve média de 96,4 pontos em fevereiro, um aumento de 0,6 pontos (0,6 por cento) em relação a janeiro e marcando o quinto aumento mensal consecutivo, mas ainda 4,1 pontos (4,0 por cento) abaixo de seu nível no mês correspondente do ano passado.

Em fevereiro, as cotações internacionais dos preços das carnes bovina e ovina aumentaram principalmente com a oferta restrita nas principais regiões produtoras, ainda mais acentuadas pelo menor processamento na Oceania devido à demanda sustentada para recomposição do rebanho.

Em contraste, as cotações da carne suína caíram, sustentadas pela redução das compras da China em meio a grandes excessos de oferta e um aumento de suínos não vendidos na Alemanha devido à proibição contínua de exportações para os mercados asiáticos.

A redução nas compras da China também pesou nas cotações globais de aves, apesar das interrupções no fornecimento relacionadas à tempestade de inverno nos Estados Unidos da América.

Fonte: Valor Econômico e FAO, traduzida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

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