
O Índice de Preços dos Alimentos da FAO (FFPI) registrou média de 130,8 pontos em maio de 2026, uma queda de apenas 0,2 ponto (0,2%) em relação ao nível revisado de abril, mantendo-se praticamente estável.
Os aumentos nos índices de preços dos cereais e do açúcar foram compensados pelas quedas nos óleos vegetais e nos produtos lácteos, enquanto o índice das carnes permaneceu praticamente inalterado.
Na comparação com maio de 2025, o FFPI ficou 3,7 pontos (2,9%) acima do registrado um ano antes. Ainda assim, permanece 29,4 pontos (18,4%) abaixo do pico alcançado em março de 2022.
O Índice de Preços das Carnes da FAO atingiu média de 130,5 pontos em maio, praticamente sem alterações em relação ao valor revisado de abril, com leve alta de 0,1%. Em comparação com o mesmo período do ano passado, o índice está 7,7 pontos (6,3%) acima.
As cotações mais elevadas das carnes bovina e ovina, juntamente com um aumento moderado nos preços da carne de frango, foram quase totalmente compensadas pela queda nos preços da carne suína.
Os preços internacionais da carne bovina voltaram a subir em maio, sustentados pela forte demanda de importação, especialmente da China, onde as cotas de importação continuaram sendo rapidamente utilizadas, e dos Estados Unidos, em meio à persistente escassez de oferta doméstica.
Ao mesmo tempo, a recomposição dos rebanhos em vários dos principais países produtores continuou limitando a disponibilidade de animais para exportação.
Os preços mundiais da carne ovina também aumentaram. As cotações mais altas na Nova Zelândia, sustentadas pela oferta limitada, foram apenas parcialmente compensadas por uma redução temporária nos preços de exportação da Austrália, onde previsões de clima seco estimularam um aumento nos abates, ampliando a oferta exportável.
Os preços da carne de frango registraram leve alta. Os preços mais elevados no Brasil, impulsionados pela firme demanda global de importação, foram parcialmente compensados por cotações ligeiramente mais baixas nos Estados Unidos, refletindo a ampla disponibilidade de produto.
Em contraste, os preços da carne suína recuaram, principalmente devido às cotações mais baixas na União Europeia, em um cenário de oferta abundante e demanda de importação enfraquecida.
Fonte: FAO.