Carne bovina dos EUA ganha vantagem na China com restrições a Brasil e Austrália
6 de julho de 2026

Índice de Preços dos Alimentos da FAO registra pouca variação em meio a tendências mistas nos preços das commodities

O Índice de Preços dos Alimentos da FAO atingiu média de 130,3 pontos em junho de 2026, uma queda de 0,4 ponto (0,3%) em relação ao nível registrado em maio. Os aumentos nos índices de preços dos óleos vegetais e da carne foram compensados pelas quedas nos preços do açúcar, dos cereais e dos produtos lácteos. Em comparação com o mesmo período do ano anterior, o FFPI ficou 2,2 pontos (1,7%) acima, mas permaneceu 29,9 pontos (18,7%) abaixo do pico alcançado em março de 2022.

O Índice de Preços da Carne da FAO apresentou média de 131,0 pontos em junho, alta de 0,5 ponto (0,4%) em relação a maio e de 5,0 pontos (4,0%) em comparação com junho do ano passado, alcançando um novo recorde histórico.

O aumento foi impulsionado principalmente pela elevação dos preços internacionais da carne de aves e, em menor medida, pela valorização da carne ovina, enquanto os preços da carne suína e da carne bovina recuaram.

As cotações internacionais da carne de aves subiram, refletindo preços de exportação mais elevados no Brasil, sustentados pela forte demanda global por importações, combinada com uma disponibilidade doméstica temporariamente mais restrita após ajustes na produção em resposta ao excesso de oferta registrado anteriormente.

Os preços mundiais da carne ovina continuaram em alta durante junho, sustentados pela demanda consistente e pela oferta limitada para exportação.

Em contrapartida, as cotações da carne suína seguiram em queda, principalmente devido à ampla oferta existente na União Europeia e à persistente fraqueza da demanda em diversos mercados asiáticos.

Os preços da carne bovina registraram leve recuo, refletindo principalmente a redução das cotações da Austrália, diante da expectativa de aumento da disponibilidade de carne para exportação durante o terceiro trimestre. Enquanto isso, os preços de exportação no Brasil permaneceram, de forma geral, estáveis, à medida que as cotas de importação estabelecidas pela China se aproximaram de sua utilização total, provocando uma desaceleração gradual das compras.

Fonte: FAO, traduzida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *