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Marfrig: Esperamos conclusão da transação com Minerva entre 3º e 4º trimestre, diz Molina

A transação de aquisição de ativos da Marfrig Global Foods pela Minerva Foods não deve ser concluída antes do início da segunda metade de 2024 e pode subir de valor em virtude desse atraso. A visão é do fundador e presidente do Conselho de Administração da Marfrig, Marcos Molina.

“Esperamos a conclusão do negócio com a Minerva entre o terceiro e o quarto trimestre. Sempre esperei que o negócio levasse entre 9 e 11 meses para ser concluído”, disse ele, na quinta-feira passada (28), durante teleconferência para apresentação dos resultados do quarto trimestre de 2023 da Marfrig.

Na negociação, a Minerva adquiriu 16 plantas de abate e desossa da Marfrig, das quais 11 plantas de bovinos no Brasil, 1 na Argentina e 3 no Uruguai, além de 1 planta de cordeiros no Chile, assim como 1 centro de distribuição no Brasil. O negócio foi fechado em agosto do ano passado por R$ 7,5 bilhões, sendo que R$ 1,5 bilhão foi pago no momento da assinatura, e R$ 6 bilhões deverão ser desembolsados no fechamento da transação.

A previsão de Molina é bem mais modesta do que a da Marfrig. Em teleconferência realizada nesta semana, a companhia indicou que trabalha com a perspectiva de que a compra de ativos da Marfrig seja aprovada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) ao longo dos próximos três meses.

O fundador da Marfrig, por sua vez, também garantiu não ter dúvidas que o negócio vai ser concluído a ressaltou que a demora vai render mais custos à Minerva, pois o pagamento dos R$ 6 bilhões a ser realizado no processo de conclusão, hoje corrigidos pelo CDI, pode sofrer incremento de novas taxas. “Exigimos uma correção no CDI se houver demora no acordo com Minerva. O risco é todo do Minerva”, disse Molina.

Na teleconferência, Molina também observou que parcela relevante dos recursos advindos da venda dos ativos será usada para a redução da dívida, mas também para a aquisição de gado. Segundo o resultado financeiro do quarto trimestre de 2023, a dívida líquida da companhia era de R$ 34,535 bilhões ao fim do ano passado.

Fonte: Estadão.

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