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Mesmo com cota de vendas para a China, indústria de carne bovina avalia oportunidades no país

O presidente da Associação Brasileira da Indústria Exportadora de Carnes (Abiec), Roberto Perosa, disse, nesta terça-feira (14/4), que a indústria de carne bovina do Brasil permanece aberta a oportunidades na China, “a despeito de qualquer problema geopolítico”.

Sem mencionar a decisão do governo chinês de impor uma cota de importação de 1,1 milhão de toneladas de carne bovina brasileira, ele disse que o fluxo comercial se manteve e que o produto do Brasil não compete com a produção local chinesa.

“Temos mantido nosso fluxo comercial com a China, promovendo a segurança alimentar no interior do país e garantindo ao governo chinês que nossa intenção é de complementariedade. Não concorremos na gôndola. Abastecemos a indústria chinesa”, disse o executivo.

Ele fez as declarações durante evento, em São Paulo, que reuniu representantes empresariais do Brasil e da China, para o lançamento de uma plataforma online de comércio bilateral.

Perosa afirmou, em um pronunciamento de pouco mais de três minutos, que costuma viajar à China duas vezes por ano para tratar da promoção da carne bovina do Brasil. E que, em maio, vai, novamente a Pequim e, depois a Xangai, onde acompanhará uma missão de cerca de 30 empresários do setor na Sial, uma das principais feiras do setor alimentício.

No ano passado, as exportações de carne bovina do Brasil para a China somaram 1,64 milhão de toneladas, com uma receita de US$ 8,84 bilhões, informa o sistema Agrostat, do Miniostério da Agricultura.

A expectativa da indústria é a de atender a cota de exportação para o mercado chinês até o início de maio, como já disse, na semana passada, o próprio Roberto Perosa, em evento no interior de São Paulo. Apenas de janeiro a março, o volume que as empresas embarcaram já respondeu por 40% do total liberado com tarifa reduzida pelo governo do país asiático.

A cota é, atualmente, o principal ponto de preocupação para a indústria de carne bovina brasileira. O volume determinado pela China reduz em 35% as exportações do produto do Brasil. E, na avaliação do setor, não há neste momento, uma expectativa de revisão ou de rápida abertura de outros mercados para absorver o produto que não vai para o país.

O governo brasileiro e a indústria têm a expectativa de concluir as negociações com Japão e Coreia do Sul, países exigentes em questões sanitárias, mas que costumam pagar melhor pelo produto.

Fonte: Globo Rural.

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