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Nos EUA, frigoríficos menores ganham espaço enquanto grandes plantas perdem participação no mercado

Em 2025, o abate total de bovinos nos Estados Unidos foi de 29,252 milhões de cabeças, queda de 6,4% em relação ao ano anterior e recuo de 13,1% em comparação ao pico recente do ciclo pecuário registrado em 2022. Segundo análise de Derrell Peel, da Oklahoma State University, o volume de abate bovino foi o menor desde 2015.

Apesar da forte concentração histórica da indústria frigorífica americana, o cenário começa a mostrar mudanças importantes: frigoríficos menores estão aumentando em número e ganhando participação no mercado, enquanto as grandes plantas vêm perdendo espaço relativo no abate de animais terminados.

Grandes frigoríficos ainda dominam o mercado

Os dados do USDA mostram que, entre os 937 frigoríficos sob inspeção federal nos EUA em 2025, a ampla maioria é composta por unidades pequenas. Cerca de 94,8% das plantas — equivalentes a 888 frigoríficos com capacidade de até 100 mil cabeças por ano — responderam por apenas 1,92 milhão de bovinos abatidos, o equivalente a 7,14% do total nacional.

No extremo oposto, apenas 11 plantas com capacidade superior a 1 milhão de cabeças por ano foram responsáveis por 13,834 milhões de bovinos abatidos, representando 47,3% de todo o abate bovino americano em 2025.

Segundo o artigo, aproximadamente 80% do abate bovino nos EUA corresponde a animais terminados em confinamento. Essas 11 grandes plantas concentraram 58,1% desse segmento. Ainda assim, a participação das grandes unidades no abate de animais terminados vem diminuindo desde 2019 e atualmente está no menor nível desde 1994.

Estrutura da indústria mudou pouco em 35 anos

O texto destaca que a estrutura básica da indústria frigorífica americana permanece relativamente semelhante há cerca de 35 anos. O processo de consolidação ocorreu principalmente nas décadas de 1980 e início dos anos 1990, período em que o setor atingiu um elevado nível de concentração que permanece relativamente estável até hoje.

O USDA começou a registrar oficialmente frigoríficos com capacidade superior a 1 milhão de cabeças por ano em 1991. O número dessas grandes plantas variou entre 16 unidades no ano 2000 e as atuais 11 plantas em 2025. Segundo o artigo, o fechamento da unidade de Lexington, no Nebraska, deve reduzir esse número para 10.

Mesmo com menos plantas grandes, o setor ainda permanece altamente concentrado. Em 2000, o abate de animais terminados atingiu o recorde de 29,6 milhões de cabeças. Em 2025, esse volume caiu para 23,8 milhões de cabeças, redução de 19,5%.

Frigoríficos pequenos voltam a crescer

Uma das principais mudanças recentes está no crescimento do número de frigoríficos menores. Entre 1991 e 2007, o total de plantas frigoríficas sob inspeção federal caiu de 1.031 para 626 unidades. Porém, o interesse renovado por frigoríficos regionais e menores fez esse número voltar a crescer desde 2021, alcançando 937 plantas em 2025.

O ganho de participação também é significativo. Frigoríficos com capacidade inferior a 100 mil cabeças por ano representavam apenas 3,9% do abate bovino em 2007. Em 2025, essa participação subiu para 7,1%.

Segundo o autor, esse movimento reflete o aumento do interesse por estruturas regionais de processamento, diversificação da indústria e busca por alternativas à forte concentração dos chamados “Big 4”, os quatro maiores grupos frigoríficos dos Estados Unidos.

Menor abate de vacas aumenta peso dos confinamentos

Outro ponto destacado é a composição do abate bovino americano. O percentual de animais terminados em confinamento dentro do total abatido chegou a 81,4% em 2025, o maior nível desde 2007.

Isso ocorreu principalmente devido à forte redução no abate de vacas desde 2022, consequência do processo de retenção e reconstrução do rebanho americano após anos de seca e liquidação de matrizes.

Fonte: Drovers, traduzida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

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