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Paranaenses investem em difusão de tecnologia

Criadores de gado de corte e leite de todo o Paraná reuniram-se em Curitiba, no Encontro sobre Pastagens, para definir o programa de alimentação do gado para os próximos três anos. A meta é melhorar a nutrição e, conseqüentemente, a produção e produtividade de carne e leite. O encontro acontece na Federação da Agricultura do Paraná (Faep).

Na abertura do evento, o secretário da Agricultura, Antônio Poloni, lembrou que batalhas importantes na pecuária já foram vencidas, como a derrubada de barreiras sanitárias e a mobilização da classe pecuarista que se conscientizou e contribuiu para a formação do Fundo de Defesa da Agropecuária Paranaense (Fundepec). O fundo chega ao final deste ano com uma arrecadação de R$ 5 milhões.

“Agora precisamos usar todos os meios disponíveis para investir na pesquisa e difusão para levar a melhor tecnologia aos pecuaristas”, disse. Segundo ele, o governo do Estado pode contribuir neste processo através do seu departamento de pesquisa, o Iapar, e a empresa de extensão rural, a Emater, desenvolvendo tecnologias e levando os resultados aos pecuaristas.

Além disso, segundo Poloni, através dos recursos do programa “Paraná 12 Meses” poderão ser financiadas novas pesquisas na área e capacitados os pecuaristas para a adoção das novas tecnologias. O secretário destacou a importância do programa “Paraná Pecuária”, que através de uma parceria entre o governo do Estado e o Banco do Brasil já aplicou R$ 90 milhões em custeio e investimento do setor, tendo mais R$ 120 milhões disponíveis.

“O que há de excelência em pastagens será apresentado neste encontro que reúne pesquisadores de importantes instituições do País e pecuaristas”, destacou o presidente da Faep, Ágide Meneguette. Segundo ele, a intenção é fazer chegar aos produtores as tecnologias que buscam melhorar os níveis de produção e produtividade. “A pecuária é um dos setores onde mais se tem investido no Paraná e este investimento tem dado um bom retorno”, disse.

“Somos o primeiro produtor em frangos e o terceiro em suínos, mas na pecuária de corte estamos ainda em sétimo lugar. Queremos mudar esta posição e para isto estamos aqui. Queremos definir a linha de trabalho para os próximos três anos”, disse o diretor da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), Nelson Costa, que no encontro representou o presidente da entidade, João Paulo Koslovski.

Costa disse que as cooperativas já elegeram a cadeia produtiva de carne como prioritária para os próximos anos. “Já vencemos a questão sanitária, agora precisamos investir na industrialização”, destacou. Segundo ele, os resultados deste encontro sobre pastagens vão pautar a atuação das entidades representativas do setor no direcionamento de cursos de capacitação e na busca de financiamentos.

Fonte: Paraná Online, adaptado por Equipe BeefPoint

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