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Pecuária de MS não está retomando fôlego a partir de julho

Na contramão do que aconteceu em nível nacional, o pecuarista de Mato Grosso do Sul não está podendo retomar o fôlego a partir de julho, porque, embora a remuneração pela arroba bovina tenha reagido em 4,72%, quando comparada com junho, a variação do custo de produção aumentou. Mato Grosso do Sul continua liderando o ranking de maiores custos com variação acumulada de janeiro a julho de 11,18% no COE (Custos Operacionais Efetivos) e de 11,65% no COT (Custos Operacionais Totais).

A pesquisa da Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) em parceria com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada-Universidade de São Paulo (Cepea) aponta que no Estado os valores continuaram em ligeira alta no último mês porque, apesar dos preços de medicamentos em geral e de controle parasitário terem diminuído em julho, o sal mineral teve aumento de 1,6%.

Somente a valorização de quase 5% da arroba do boi amenizou os prejuízos do produtor do Mato Grosso do Sul, mas o Estado ainda arca com o recuo acumulado de 6% nos preços pagos pela carne nos últimos cinco meses.

Análise

O consultor da Rural Business, Júlio Brissac, afirmou que a elevação dos custos da pecuária ao longo do ano não é exclusividade de Mato Grosso do Sul e se deu, principalmente, em função da disparada do dólar no fim do ano passado.

O recuo da moeda norte-americana, porém, ainda não chegou em Mato Grosso do Sul, o que é atribuído pelo consultor, à logística de fretes e outros, além da própria demora para que esse reflexo seja sentido. “Quando o dólar sobe todos os insumos acompanham, mas quando ele cai todos esquecem”. Isso também faz parte da própria estratégia de fabricantes de insumos, para maximizar a margem de lucro.

Porém, em uma avaliação mais geral, Brissac disse que o Estado também apresenta muitas vantagens na produção como custo de bovinos inferior para aquisição e terras mais baratas. Em relação a esse último aspecto ele afirmou que a pecuária anda para onde as terras acenam com melhores preços e afirma que MS pode ser enquadrado em um momento de transição em que em alguns pontos considerados pólos de produção os preços de terras já são elevados.

Fonte: Campo Grande News (por Fernanda Mathias), adaptado por Equipe BeefPoint

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