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Pequenos criadores do MS poderão ter Pronaf

O governo do Mato Grosso do Sul, através do Idaterra (Instituto de Desenvolvimento Agrário, Assistência Técnica e Extensão Rural), tem feito estudos e analisado com o MDA (Ministério do Desenvolvimento Agrário) a viabilidade de um Pronaf (Programa Nacional da Agricultura Familiar) para a pecuária.

“Seria um incentivo para que os pequenos criadores não precisassem vender as matrizes”, justificou o secretário de Desenvolvimento Agrário Valtecir Ribeiro Castro Júnior. Ele explicou que o estudo só será concluído em julho do ano que vem, quando o governo anunciará o plano de safra para 2004/05.

Castro Júnior argumentou que a pecuária de corte em pequena escala é atividade significativa na geração de renda em Mato Grosso do Sul. Com a possibilidade de inclusão da pecuária no Pronaf, explicou, os criadores poderão ter capital de giro para investimentos.

Fonte: Campo Grande News (por Maristela Brunetto e Fernanda Mathias), adaptado por Equipe BeefPoint

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  1. José Alberto de Ávila Pires disse:

    Dentro do PRONAF/Programa Nacional de Fortalecimento da Agricutura Familiar, até julho de 2003, não era permitido o uso de crédito com recursos do PRONAF, para a aquisição de animais destinados à pecuária bovina de corte. Entretanto, partir de junho de 2003 o “Plano de Safra 2003/2004” da Agricultura Familiar, aprovou a utilização de recursos do Pronaf para compra de matrizes (bezerras, novilhas,e vacas) e reprodutores para a exploração de bovinos de corte.

    Aqui em Minas Gerais a EMATER/MG (Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais), vinculada à Secretaria da Agricultura, está desenvolvendo um trabalho para a região do norte do Estado onde já exitem cerca de 55 mil pequenos criadores ( 88% de um total de 68 mil pecuaristas) com um rebanho de 1,2 milhões de vacas (80,88% do total de 1,5 milhões). Esses pequenos cridores de gado de corte, com uma média 20 a 40 vacas por criador, tem sido a base de sustentação de toda a cadeia produtiva da pecuária de corte, uma vez que são os responsáveis pelo nobre trabalho de CRIAR o bezerro e por isso mesmo são chamados de CRIADORES. A venda desse bezerro é feita logo após a desmama na chamada apartação, para outros pecuaristas também especializados na recria e engorda.

    Esta especialização das atividades na pecuária de corte (cria, recria, e engorda) deixa bem claro a necessidade de se apoiar o pequeno criador, o agora chamado “pecuarista familiar”, que no norte de Minas Gerais são cerca de 55 mil com um rebanho de 1,2 milhões de vacas. Manter viável essa “pecuária familhar” fazendo crescer o seu rebanho de vacas para média de 44 ou 66 vacas por criador irá elevar para 2,4 ou 3,6 milhões de vacas da região com reflexos positivos, economicos e sociais. Esse tem sido o nosso DESAFIO.