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PIB da pecuária deve somar R$ 65,57 bilhões em 2004

Segundo dados do Cepea/CNA, a taxa de crescimento mensal do PIB primário da pecuária, isto é, da porteira para dentro, apresentou retração de 0,48% em setembro, mas acumula alta de 2,56% durante o ano. Setembro foi o segundo mês consecutivo no ano a apresentar desempenho negativo, até julho as variações haviam sido positivas. A taxa relativa à utilização de insumos no setor primário da pecuária apresenta elevação de 0,03% em setembro e avanço de 2,50% durante os primeiros nove meses do ano. Em todos os meses até setembro, os números estiveram em elevação.

Entre janeiro e setembro de 2004 a produção pecuária aumentou 3,18% e os preços médios dos produtos pecuários avançaram 0,60%. As projeções apontam para que o PIB da pecuária atinja R$ 65,57 bilhões até o final do ano. Em 2003 o valor chegou a R$ 63,39 bilhões, portanto deverá ocorrer um ganho de R$ 2,18 bilhões este ano em comparação ao ano passado.

Nos primeiros nove meses do ano, o Produto Interno Bruto da pecuária brasileira, mensurado pelo conceito de agronegócio global, envolvendo todos os elos da cadeia, regrediu 0,09% em setembro, mas no acumulado do ano evoluiu 2,17%. Setembro foi o primeiro mês até agora a apresentar saldo negativo. O PIB no setor industrial da pecuária (processamento), expandiu-se em 0,47% no nono mês do ano. Em janeiro, fevereiro, março, abril, maio e julho o desempenho no setor foi negativo, embora o acumulado no ano registre alta de 1,13%. No segmento de distribuição o avanço do PIB foi de 0,04% em setembro. Somente em fevereiro e julho o saldo foi negativo. De janeiro a setembro o PIB da distribuição avançou 2,09%.

Até setembro, segundo os dados apurados pelo Cepea e pela CNA, o PIB da produção primária foi o que mais cresceu (2,56%), enquanto o PIB do agronegócio global evoluiu 2,17% e o dos insumos somou 2,50%.

Fonte: Equipe BeefPoint, com base nos dados do Cepea/CNA

0 Comments

  1. Carlos Otavio Jorge disse:

    Olá!
    Tanto este artigo quanto o “Receita c/ Exportação cresce 33,5%-20/10/04” têm como fonte primária de informação, dados da CNA, e conforme citado no rodapé do artigo, são adaptados pela Equipe Beef Point, aliás, c/ brilhante trabalho.
    Entretanto, nota-se, a partir da própria CNA, uma certa impropriedade e/ ou mistura de termos em torno de “agronegócio”.
    O conceito que está resumido neste presente artigo, sob m/ pto. de vista, está correto. “Porteira p/ dentro” é agropecuária, c/ os seus setores como agricultura, pecuária, silvicultura etc. “Porteira fora” é agronegócio, que reúne os fabricantes de insumos, máquinas e equipamentos, serviços etc.
    Já no artigo sobre Exportação vemos que foi usado o termo “agronegócio” para englobar os produtos primários Complexo Soja e Complexo Carnes. Quando se analisam dados, é preciso redobrar o cuidado para se certificar do conceito que está sendo utilizado, p/ evitar erros de interpretação.
    Como consultor de empresa de equipamentos p/ pecuária, portanto fazendo parte da cadeia produtiva do agronegócio, lamento a falta de uma certa “padronização” de termos no nosso meio, o que seria benéfico para todos do ramo, principalmente aqueles que não estão no “dia-a-dia” do manejo desses dados, e buscam apenas atualizações periódicas. Apesar de que no mercado se vê hoje o termo “agronegócio” para nomear tudo que que seja “rural”, pelo menos ao nível técnico deveria haver uma conceituação mais rígida.
    Obrigado pela atenção.
    Cordialmente
    Carlos Otávio Lourenço Jorge/ Agrônomo