O mercado físico do boi gordo retomou as negociações após o feriado de Nossa Senhora Aparecida (12/10) com preços firmes e negócios realizados acima das referências médias em diferentes regiões do país, informa a consultoria Safras & Mercado.
Nesta terça-feira (13/10), a oferta de animais permanecia restrita, enquanto as escalas de abate continuavam pouco confortáveis, concentradas entre cinco e seis dias úteis na maior parte das praças pesquisadas. “Esse ambiente mantém os frigoríficos ativos na compra de boiadas e preserva o viés de alta para a arroba no curto prazo”, destaca Fernando Iglesias, analista da Safras.
Das 33 praças monitoradas pela Scot Consultoria, 16 registraram altas no preço do boi gordo em comparação com o encerramento da semana anterior. Houve avanços em Mato Grosso, Pará, Minas Gerais, Tocantins, Santa Catarina, Alagoas, Espírito Santo e Rio de Janeiro. As demais 17 regiões tiveram estabilidade nas cotações.
Nas praças de Araçatuba (SP) e Barretos (SP), referências para o mercado, o preço do boi gordo permaneceu em R$ 380 a arroba para o pagamento em 30 dias. As cotações do “boi China”, da vaca e da novilha também não mudaram.
Em São Paulo, segundo a Scot, parte das indústrias seguia fora das compras, aguardando o direcionamento do mercado no decorrer da semana. No entanto, houve altas de cotações em importantes praças de comercialização. A oferta de boiadas estava enxuta. Apesar disso, os negócios eram realizados dentro das referências.
Do lado da indústria, mesmo com o escoamento de carne bovina para o varejo, os frigoríficos estavam cautelosos nas compras. Por outro lado, aqueles que precisaram compor escalas estavam mais ativos. De modo geral, as escalas de abate atendiam, em média, a nove dias.
Em relação às vendas de carne bovina no varejo, a Scot informa que, na última semana, a comercialização teve bom desempenho, sustentada pelo recebimento dos salários, o que refletiu no desempenho do atacado. Os varejistas que se programaram para o feriado do dia 12 anteciparam os pedidos para reposição de estoques. Além disso, a menor disponibilidade de carcaças, somada à firmeza da cotação do boi gordo, também contribuiu para aumentar os preços.
No atacado da Grande São Paulo, a cotação da carcaça casada do boi capão e do boi inteiro subiu 1,1%, negociadas em R$ 25 e R$ 24,55 o quilo, respectivamente. Entre as carcaças das fêmeas, a cotação da vaca subiu 1,1%, apregoada em R$ 24 o quilo, e a da novilha subiu 2%, comercializada em R$ 24,55 o quilo.
Segundo a Scot, a cotação da carcaça casada do boi capão igualou o maior patamar registrado na série histórica, alcançado anteriormente na penúltima semana de abril de 2026. As demais carcaças, que haviam atingido recordes nas semanas anteriores, continuaram registrando novas máximas históricas. No curto prazo, a expectativa era de que o mercado permanecesse firme.
Já no mercado externo, dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostra quem, nos sete primeiros dias úteis de outubro, já foram exportadas 61,321 mil toneladas de carne bovina in natura, o que corresponde a uma média diária de embarques de 8,760 mil toneladas. O preço médio pago por tonelada ficou em US$ 6.163,30.
De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), os dados mostram uma desaceleração no ritmo das exportações, com queda de quase 40% na média diária de embarques em relação a outubro de 2025. Por outro lado, os preços médios seguem em patamar elevado no mercado internacional, apesar de apresentarem leve recuo em relação a setembro.
Fonte: Globo Rural.