Indicador do Boi DATAGRO – Boletim de 15-julho-2026
16 de julho de 2026

Preço do boi gordo segue estável, mas já ocorrem negócios a cotações maiores

O mercado pecuário teve mais um dia de estabilidade em quase todo o Brasil nesta quarta-feira (15/7). No entanto, foram registradas algumas negociações acima dos preços de referência, informa a consultoria Safras & Mercado.

Segundo Fernando Iglesias, analista da Safras, o atual posicionamento das escalas de abate força as indústrias a adotar uma postura mais agressiva na compra de gado. “Resta saber se com a recente elevação dos preços haverá avanços das escalas de abate”, destaca.

Das 33 regiões monitoradas pela Scot Consutoria, 30 não tiveram mudanças no preço do boi gordo na comparação diária. Houve quedas apenas no sul e norte do Tocantins, enquanto em Santa Catarina a cotação subiu.

Nas praças de Araçatuba (SP) e Barretos (SP), referências para o mercado, o preço do boi gordo seguiu em R$ 330 a arroba para o pagamento a prazo. Também não houve mudanças nas cotações do “boi China” e da novilha.

Já o preço da vaca subiu R$ 3, para R$ 310 a arroba. Segundo a Scot, os vendedores seguiam segurando a oferta em busca de melhores valores, principalmente para as fêmeas, o que sustentou a alta da vaca.

Em São Paulo, segundo a Scot, os negócios ocorreram de forma pontual. Parte da indústria esteve fora das compras, enquanto outras ofereciam as mesmas referências de cotações.

Já no atacado paulista, os preços da carne bovina com osso e suína vêm registrando queda nesta parcial de julho, enquanto o valor do frango resfriado está em alta. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), desde do início do mês, a carcaça casada bovina acumula desvalorização de 2,04%, enquanto a carcaça especial suína recua 0,82%. Já o preço do frango resfriado registra aumento de 0,98%.

Pesquisadores do Cepea apontam que o movimento de baixa das cotações das carnes bovina e suína reflete um mercado ainda marcado pelo consumo doméstico moderado na primeira quinzena de julho, período em que a reposição de estoques no atacado costuma ocorrer de forma mais cautelosa.

No mercado bovino, a queda nos preços da arroba e a dificuldade de repasse dos preços ao varejo limitam as negociações. Ao mesmo tempo, a oferta mais restrita de animais terminados e o bom desempenho das exportações ajudam a limitar desvalorizações mais intensas. Quanto à carne suína, embora os embarques permaneçam aquecidos, a demanda doméstica ainda enfraquecida mantém as cotações sob pressão.

O preço do frango, por sua vez, mantém um desempenho mais favorável. Essa proteína tem preço mais competitivo que o das outras carnes e, portanto, beneficia-se do movimento de substituição por parte dos consumidores, mantendo a demanda firme.

Fonte: Globo Rural.

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