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Preço do boi gordo sobe na maior parte do Brasil após altas em São Paulo

Depois de aumentarem no início da semana em todas as categorias de bovinos, os preços da arroba ficaram estáveis no Estado de São Paulo nesta terça-feira (6/10). No entanto, em quase todo o resto do Brasil, as cotações aumentaram, acompanhando o avanço no mercado paulista na véspera.

Das 33 praças monitoradas pela Scot, 24 tiveram altas no preço do boi gordo na comparação diária. Os aumentos foram registrados em Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Bahia, Pará, Tocantins, Rondônia, Paraná, Santa Catarina e Acre. Nas demais nove regiões, as cotações ficaram estáveis.

Nas praças de Araçatuba (SP) e Barretos (SP), referências para o mercado, o preço do boi gordo seguiu em R$ 367 a arroba para o pagamento em 30 dias. As cotações do “boi China”, da vaca e da novilha também não mudaram.

Segundo a Scot, em São Paulo, a oferta de boiadas estava contida e os frigoríficos estavam comprando apenas o necessário para manter as escalas de abate. A ponta vendedora buscava melhores preços, mas os negócios estavam sendo fechados dentro das referências.

Fernando Iglesias, analista da consultoria Safras & Mercado, comenta que o mercado físico do boi gordo mantém viés de alta, em um ambiente ainda caracterizado pela restrição da oferta de animais e pelo posicionamento desconfortável das escalas de abate. “As programações permanecem concentradas entre cinco e sete dias úteis, mantendo os frigoríficos ativos na compra de boiadas”, explica.

Exportações

Em relação ao mercado externo, os dados de exportação de setembro, divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) confirmam redução nos embarques mensais de carne bovina in natura na comparação anual. Foram exportadas 195.188 toneladas, enquanto em setembro de 2025 os embarques somaram 314.689 toneladas, o que representa um recuo de 35%. O volume médio diário foi de 9,294 mil toneladas, queda de 38% em relação ao mesmo mês do ano passado.

Por outro lado, o preço médio pago por tonelada permaneceu em patamar elevado, em US$ 6.284,70. Em comparação com setembro do ano passado (US$ 5.617,41), houve aumento de quase 12%. No total, as exportações renderam US$ 1,226 bilhão no mês passado. A receita média diária foi de US$ 58,414 milhões, baixa de 30,6% em um ano.

Mercado interno

O mercado interno de carne bovina apresentou nova valorização nesta terça-feira, informa a Safras. A alta foi favorecida pela boa reposição observada na semana marcada pela entrada dos salários na economia.

Segundo Iglesias, o movimento no atacado ficou concentrado no quarto traseiro, que avançou R$ 0,50 e passou a ser cotado a R$ 28,50 por quilo. O quarto dianteiro permaneceu precificado a R$ 22,00, enquanto a ponta de agulha continuou negociada a R$ 20,50 por quilo.

A Safras destaca que, apesar da melhora da demanda, a principal limitação para novas altas permanece na menor competitividade da carne bovina em relação à carne de frango e aos cortes suínos, que continuam oferecendo alternativas mais acessíveis ao consumidor.

Fonte: Globo Rural.

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