Indicador do Boi DATAGRO – Boletim de 15-outubro-2026
16 de outubro de 2026

Preços do boi gordo seguem firmes e registram altas em algumas regiões

O mercado físico do boi gordo permaneceu firme nesta quinta-feira (15/10), em um dia marcado por maior fluidez nas negociações e pelo registro de uma nova máxima em São Paulo, com operações pontuais a R$ 395 por arroba, de acordo com consultoria Safras & Mercado. A oferta restrita de animais e as escalas de abate pouco confortáveis, concentradas entre cinco e seis dias úteis na maior parte das regiões pesquisadas, mantêm os compradores ativos.

Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), em várias regiões, os compradores faziam negócios, mas ainda ofertavam os mesmos patamares de preços praticados no dia anterior. Em Três Lagoas (MS), Rio Verde (GO), Triângulo Mineiro e Rio Grande do Sul, foram registrados negócios com preços estáveis. Alguns vendedores estiveram fora do mercado, acompanhando as movimentações e aguardando para definir seus próximos posicionamentos.

Entre as 33 regiões monitoradas pela Scot Consultoria, 23 registraram estabilidade nos preços do boi gordo na comparação diária. Houve altas no Triângulo Mineiro, Goiânia (GO), sul de Goiás, Dourados (MS), Campo Grande (MS), Três Lagoas (MS), sudeste de Mato Grosso, Marabá (PA), Espírito Santo e Rio de Janeiro.

Nas praças de Araçatuba (SP) e Barretos (SP), referências para o mercado, o preço do boi gordo seguiu em R$ 380 a arroba. A cotação do “boi China” também não mudou. Já os valores para as fêmeas subiram pelo segundo dia consecutivo. A alta foi de R$ 2 para a vaca, cotada a R$ 350 a arroba, e de R$ 3 para a novilha, que passou para R$ 368 a arroba.

Segundo a Scot, a oferta curta de bovinos, a menor disponibilidade de negócios e o escoamento favorável de carne bovina contribuíram para a alta. No entanto, os compradores estavam cautelosos e negociavam apenas para cumprir as escalas de abate, o que limitou altas mais acentuadas.

A urgência para recompor as programações continua mais evidente entre os frigoríficos de pequeno e médio porte, que encontram maior dificuldade para adquirir boiadas, afirma a Safras. “As grandes indústrias ainda trabalham em uma posição relativamente mais confortável, embora também tenham elevado suas indicações em algumas praças. Esse ambiente preserva a perspectiva de valorização da arroba no curto prazo”, destaca Fernando Iglesias, analista da Safras.

Já o mercado atacadista de carne bovina operou com preços acomodados nesta quinta-feira. De acordo com a Safras, a reposição realizada durante a primeira metade do mês e o avanço recente das cotações permitiram a manutenção das referências.

Para a segunda quinzena, entretanto, a expectativa é de esfriamento da demanda, em um período tradicionalmente marcado por menor apelo ao consumo e pela perda gradual dos efeitos relacionados à entrada dos salários na economia. “A menor competitividade da carne bovina diante da carne de frango e dos cortes suínos também limita o espaço para novos reajustes”, comenta Iglesias.

Fonte: Globo Rural.

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