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Setor argentino de carne quer mais competitividade

Produtores, industriais e comerciantes de carne da Argentina aguardam que o governo adote o quanto antes as medidas elaboradas por seus representantes para promover a recuperação da atividade e a rentabilidade do setor.

“Pela primeira vez, toda a cadeia produtiva da carne concorda que é necessário ganhar competitividade. Agora, cabe ao Governo adotar as medidas concretas para iniciar a reativação do setor”, disse o secretário das Confederações Rurais Argentinas (CRA), Ricardo Grether. “Esperamos não ter de colocar um carburador nas vacas para obtermos uma pronta resposta”, ironizou o dirigente, em alusão ao rápido tratamento que o Ministério da Economia argentino deu às demandas do setor automotor.

Produtores e industriais manifestaram seu desagrado na quarta-feira da semana passada, quando participaram de uma reunião sobre a “competitividade da cadeia de carne”, convocada pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Pesca e Alimentação (Sagpya). No encontro, os dirigentes do setor apresentaram um documento com propostas concretas para melhorar a competitividade.

Entretanto, os dirigentes ficaram insatisfeitos quando os condutores do encontro, docentes do Programa de Agronegócios e Alimentação da Faculdade de Agronomia da Universidade de Buenos Aires, contratados pelo Sagpya, consideraram o documento como mais uma iniciativa que seria colocada em consideração pelas autoridades. “Estivemos trabalhando muito tempo nas propostas, conseguindo um consenso entre os diferentes setores, para que a apresentação converta-se em um simples documento de discussão”, disse Grether. “A situação do campo é bastante grave e amplamente conhecida pelas autoridades, para que se abra novos debates. É tempo de atuar, e não de discutir”, enfatizou ele.

Já o vice-presidente da Associação de Criadores de Angus, Sebastián Rodríguez Larreta, disse: “Apesar de achar muito positiva a iniciativa de convocar todos os setores da cadeia produtiva, consideramos uma falta de respeito que o secretário, Marcelo Regúnaga, não tenha participado do encontro. A ausência de funcionários representativos transforma o encontro em uma discussão acadêmica, e reflete uma falta de compromisso político das autoridades com a busca de alternativas efetivas para o setor”.

No mesmo sentido se pronunciaram os representantes da Câmara da Indústria e Comércio de Carnes da República Argentina (Ciccra), Miguel Schiariti, da União da Indústria de Carnes Argentina (Única), Guillermo González, e da Sociedade Rural Argentina, Enrique Pfilder.

Os presidentes da CRA, Manuel Cabnellas, da Federação Agrária Argentina (FAA), Eduardo Buzzi, e da Confederação Intercooperativa Agropecuária (Coninagro), Mario Raitieri, resolveram solicitar uma audiência ao secretário Regúnaga, para conhecer as respostas aos requerimentos formulados durante o encontro feito há alguns dias com o ministro da Economia, Domingo Cavallo.

Propostas para recuperar a atividade

Produtores, industriais, abastecedores do mercado interno e exportadores propuseram as seguintes medidas:

* Eliminação dos impostos distorsivos;

* Adoção de controles eficazes, no marco da Administração Federal de Ingressos Públicos (AFIP), para combater a evasão fiscal, que permite a competição desleal no setor;

* Execução de um programa de reestruturação do Serviço Nacional de Sanidade e Qualidade Agropecuária (Senasa), que inclui um plano de financiamento para o controle e erradicação da febre aftosa;

* Remoção de tarifas injustificadas que aumentam os custos de exportação, e a reformulação do sistema de garantia de inocuidade para a importação e exportação de alimentos;

Fortalecimento da Oficina Nacional de Controle Comercial Agropecuárioa (ONCCA), a reimplantação do regime de distribuição da “Cota Hilton”, e a eliminação do regime de coros sem curtir que atenta contra a competitividade das carnes bovinas.

fonte: E-campo, adaptado por Equipe BeefPoint

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