América do Sul se fortalece como fornecedora global de carne bovina, diz Minerva
28 de agosto de 2026

Terras de pecuária nos EUA são vendidas para produção de grãos para biocombustível, diz Minerva

A redução do rebanho e da oferta de carne bovina nos Estados Unidos e na Europa é estrutural e não está ligada apenas ao ciclo pecuário, disse nesta manhã o CEO da Minerva Foods, Fernando Galletti de Queiroz, em evento em Barretos (SP). Esse cenário favorece a posição da América do Sul e da companhia como fornecedora global de carne bovina, na avaliação do executivo.

“Os Estados Unidos perderam competitividade [na pecuária bovina] por falta de mão de obra, regras de sustentabilidade e uma coisa estrutural que é a falta de sucessão. Especialmente a cria [de bezerro] é feita em propriedades pequenas e médias, tocadas por famílias, mas a nova geração não quer estar no interior do Iowa ou da França”, afirmou Queiroz a analistas e jornalistas.

De acordo com o executivo, os Estados Unidos passam por uma consolidação no setor, com terras antes destinadas à pecuária bovina sendo vendidas a conglomerados que vêm utilizando as áreas para a produção de soja e milho com vistas à produção de biodiesel e etanol.

“Há nos Estados Unidos e Europa uma redução da produção [de carne bovina] que é estrutural. No Brasil, Paraguai, passamos por ciclos pecuários, mas o ciclo vai se renovando e a produção se torna mais eficiente”, disse o executivo. “A América do Sul vem cada vez mais intensificando a produção, enquanto no Hemisfério Norte vemos ciclos estruturais que não têm volta”, continuou.

Queiroz disse também ter observado uma mudança no perfil dos clientes atendidos pela companhia, com menos intermediários e mais clientes finais sendo atendidos, entre os quais redes varejistas, cadeias de food service (restaurantes) e processadores de carne.

Fonte: Globo Rural.

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