

A União Europeia não estabeleceu data para o fim do veto à importação de carne brasileira. Autoridades europeias afirmam que a liberação dos embarques depende da demonstração de adequação do país às regras sanitárias, considerando os ciclos de vida das cadeias produtivas afetadas pelo uso de antimicrobianos.
A diretora da DG Sante, Eva Zamora Escribano, declarou em reunião com a Avec, associação de avicultura e comércio europeu, que é impossível especular sobre uma data de reabilitação do Brasil. Segundo a Comissão Europeia, a volta das exportações depende de dois fatores: o tempo para implementação de novas medidas legislativas e os ciclos de produção de cada cadeia.
O órgão europeu confirmou que o Brasil não poderá exportar carne para a União Europeia a partir de 3 de setembro deste ano. A restrição permanece até que o país forneça as garantias necessárias para demonstrar conformidade com as exigências do bloco. O ciclo de vida é um fator chave para assegurar que os animais exportados não receberam antimicrobianos.
Documentos do Ministério da Agricultura e Pecuária indicam que os europeus realizaram auditoria in loco entre 4 e 15 de maio para avaliar o sistema de controle brasileiro de carne bovina. A União Europeia implementou novas regras como parte da política de “saúde única” e combate à resistência antimicrobiana, exigindo rastreabilidade e comunicação imediata em casos de não conformidade.
Fonte: Brasil em Folhas.