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Governo se diz surpreso com retirada do Brasil da lista de exportadores de produtos de origem animal para a UE

O governo brasileiro afirmou ter recebido com surpresa a decisão da União Europeia de retirar o Brasil, a partir de 3 de setembro, da lista de países autorizados a exportar produtos de origem animal destinados ao consumo humano para o bloco.

Em nota conjunta divulgada nesta terça-feira (12/3), os Ministérios do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), da Agricultura e Pecuária (MAPA) e de Relações Exteriores (MRE) informaram que o país adotará prontamente as medidas necessárias para tentar reverter a decisão.

Segundo as pastas, o chefe da Delegação do Brasil junto à União Europeia já tem reunião agendada para esta quarta-feira com autoridades sanitárias europeias para buscar explicações sobre a decisão.

“O Governo do Brasil tomará prontamente todas as medidas necessárias para reverter essa decisão, voltar à lista de países autorizados, e garantir o fluxo de vendas desses produtos para o mercado europeu, para o qual exporta há 40 anos”, disseram as pastas em nota à imprensa.

No momento, as exportações brasileiras de produtos de origem animal seguem ocorrendo normalmente. No entanto, a decisão anunciada nesta terça-feira decorre de uma votação realizada no Comitê Permanente para Plantas, Animais, Alimentos e Ração da Comissão Europeia, que aprovou a atualização da lista de países autorizados a exportar os produtos ao bloco europeu.

“Detentor de um sistema sanitário robusto e de qualidade internacional reconhecida, o Brasil é o maior exportador do mundo de proteínas de origem animal e o principal fornecedor de produtos agrícolas ao mercado europeu”, acrescentaram as pastas.

Reação do setor

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) publicou nota nesta terça-feira ressaltando que o setor já atende à legislação europeia sobre o uso de antimicrobianos na criação de animais de produção em resposta ao anúncio do bloco de que proibirá a importação de carne do Brasil a partir de setembro.

“O setor brasileiro reforça que o país possui estruturas sanitárias e de controle produtivo robustas, com rígidos protocolos de rastreabilidade, monitoramento veterinário e uso responsável de medicamentos, em linha com referências internacionais de saúde animal e segurança dos alimentos”, afirma a Associação.

Segundo a ABPA, “o Brasil cumpre integralmente todos os requisitos da União Europeia, inclusive no que tange aos regulamentos sobre antimicrobianos. É o que o Brasil demonstrará às autoridades sanitárias europeias”.

Em nota, a ABPA também destaca que a proibição das exportações só entrará em vigor após o dia 3 de setembro e ainda depende de validação pelas autoridades sanitárias do bloco. “As exportações não estão suspensas. A lista de países em não conformidade, que ainda pende de publicação oficial, somente entrará em vigor a partir de 3 de setembro”, afirma.

Fonte: Globo Rural.

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