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Brasil pede habilitação de 33 novos frigoríficos para a China

O Ministério da Agricultura do Brasil entregou ao governo chinês uma lista com 33 frigoríficos para pleitear a habilitação deles para exportação à China. São 20 plantas de carne bovina, 11 de aves e duas de suínos. A entrega ocorreu na terça-feira (19/5), durante reunião do ministro André de Paula com a ministra da Administração-Geral de Alfândegas chinesa (GACC, na sigla em inglês), Sun Meijun, em Pequim.

As 33 unidades já cumpriram as exigências técnicas e sanitárias da China e foram incluídas no sistema de gestão de informações do governo chinês, o chamado “single window”. Agora, porém, o lado brasileiro oficializou o pedido de habilitação.

O setor de carne bovina brasileiro, com o maior número de plantas na lista, passa por incertezas devido ao estabelecimento da cota de importação da proteína a partir deste ano pelo governo chinês. Entre lideranças dos frigoríficos, há expectativa de que possa haver novas habilitações ainda em 2026, possivelmente com a deslistagem de outras plantas.

Entraram na lista entregue às autoridades de Pequim as unidades do Frigorífico Fortefrigo (SIF 372), Frigomarca (SIF 585), Naturafrig (SIF 661), Boi Brasil (SIF 1723), Frigorífico Silva Indústria e Comércio (SIF 1733), Zanchetta Indústria de Alimentos (SIF 1758), Ativo Alimentos Exportadora e Importadora (SIF 2801), Golden Imex (SIF 2863), Fortunceres (SIF 3047), Distriboi (SIF 4334), Supremo Carnes (SIF 4293), Vale Grande Indústria e Comércio de Alimentos (SIFs 3348 e 3405). A Minerva teve três plantas incluídas (SIFs 451, 2500 e 2911) e a Masterboi, duas (SIFs 860 e 5317).

No fim de semana, a China renovou as licenças de exportação de 402 frigoríficos dos Estados Unidos e habilitou 77 novas plantas do país.

O dono de um frigorífico listado pelo governo disse que confia na habilitação ainda em 2026 e que a medida pode ser uma “virada de chave” nas suas operações, por conta da rentabilidade do mercado chinês. Ele aguarda a habilitação desde 2018 e tem renovado constantemente a documentação para pleitear o aval em Pequim.

Fonte: Globo Rural.

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