O Ministério da Agricultura informou, em nota divulgada nesta sexta-feira (28/8), que a vantagem econômica da decisão do governo dos Estados Unidos de ampliar, temporariamente, a importação de carne bovina “é significativa” e que o Brasil tem condições de “se beneficiar de grande parte dela”.
A decisão dos EUA, anunciada na noite de quarta-feira (26/8) pelo presidente americano Donal Trump, criou uma nova cota de 300 mil toneladas, em aparas magras e recortes de carne bovina, com taxa reduzida. O produto é utilizado pela indústria americana na fabricação de carne moída.
A tarifa de importação aplicada atualmente é de 26,4%. Para as 300 mil toneladas incluídas na nova cota, a taxa será de US$ 44 por tonelada, informou o ministério na nota.
A Pasta disse que “seguirá acompanhando a implementação da medida e seus impactos sobre o comércio internacional de carne bovina, em articulação com o setor produtivo e exportador brasileiro, visando identificar oportunidades e apoiar a ampliação da presença da carne bovina brasileira em mercados estratégicos”.
Segundo o Ministério da Agricultura, a medida contempla todos os países que não possuem cotas específicas perante os EUA, como é o caso do Brasil, Paraguai, Irlanda e outros. A decisão vale de 1º de setembro a 30 de novembro de 2026.
O ministério salientou, na nota, que as autoridades dos EUA vão monitorar os preços de importação referentes a esse volume adicional anunciado. “Se as importações americanas, dentro da cota expandida, não estiverem sendo vendidas a um preço 25% abaixo do preço de mercado, os EUA poderão eliminar imediatamente qualquer parcela restante da cota ampliada”.
Fonte: Globo Rural.