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Comparação de fontes de fósforo em pastagens de acordo com a solubilidade do nutriente

Fontes de fósforo de baixa solubilidade há muito tempo tem sido usada em pastagens no Brasil. No entanto, nos últimos anos, novas fontes de fósforo foram introduzidas no mercado nacional: são os fosfatos parcialmente acidulados. Essas fontes de fósforo têm sido importadas de outras regiões por algumas firmas de fertilizantes. Esses produtos apresentam maior disponibilidade de fósforo que os fosfatos de rocha, porém menor que fontes solúveis, os tradicionais superfosfato simples e o superfosfato triplo, além do MAP e DAP.

Em um experimento conduzido no oeste da região Amazônica (Rondônia) foi avaliado o efeito de doses e fontes de fósforo em recuperação de pastagens degradadas. A área da pastagem, formada há oito anos com Braquiarão (Brachiaria brizantha), se apresentava com a fertilidade do solo em níveis baixos de fósforo (2,5 ppm), além de baixos níveis de cálcio, magnésio e potássio, e infestação de daninhas em níveis muito altos, da ordem de 30 a 50%.

Nesta região, caracterizada por um clima tropical úmido, as pastagens são formadas após a colocação do fogo na mata, pois o custo de derrubada da floresta exige maiores investimentos para a formação. Porém, essas áreas freqüentemente apresentam más formações iniciais e na maioria das vezes são rapidamente infestadas por plantas daninhas. Novamente, o fogo é a solução para a limpeza da pastagem. Em alguns casos, o uso do fogo é uma rotina anual em toda a área. O resultado desse manejo é a rápida degradação das pastagens e sua conseqüente reforma.

A mudança do manejo da pastagem, o controle das plantas daninhas e a recuperação química do solo são a melhor alternativa para a exploração dessas áreas. Sabe-se que, em plantas forrageiras, o fósforo é o elemento químico que apresenta maior efeito em relação ao bem sucedido estabelecimento de pastagens. Sua ação na recuperação de áreas degradadas, embora mais lenta, também é comprovada. No entanto, a fonte de fósforo pode trazer efeitos diferenciados na recuperação dessas pastagens, sendo interessante estudarmos melhor estes dados.

No referido experimento foram usadas três fontes de fósforo, sendo duas solúveis (superfosfato simples – SS e o superfosfato triplo – ST) e outra parcialmente acidulado (FPA). Estes foram utilizados em duas doses (50 e 100 kg/ha de P2O5) e comparados com um controle em relação à produção de matéria seca de forragem e de daninhas durante 30 meses.

O quadro 1 apresenta a produção média do período em matéria seca de forragem e de plantas daninhas, bem como os teores de proteína e de fósforo. A adubação fosfatada promoveu aumento de produção independentemente da fonte usada. A maior resposta foi para o ST na dose de 100 kg P2O5/ha. Nas adubações com FPA não houve aumento de produção quando a dose passou de 50 para 100 kg P2O5/ha, ao contrário do que havia ocorrido para o SS e o ST. A redução na infestação de daninhas ocorreu em todos os tratamentos em relação ao controle. Já os teores de proteína e fósforo não apresentaram diferenças para nenhum dos tratamentos.

Quadro 1- Produção de matéria seca, produção de daninhas e teores de proteína bruta (PB) e fósforo (P) em Brachiaria brizantha cv. Marandu adubadas com três fontes de fósforo (SS, ST e FPA) e duas dosagens (50 e 100 kg de P2O5/ha).

Quadro 1

Comentário BeefPoint: Esses adubos fosfatados parcialmente acidulados têm sido indicado não só para pastagens, mas também para culturas anuais (soja e milho). A não ser que o nível de fósforo já esteja em valores altos no solo, na maioria das vezes as respostas são menores que quando comparados com fontes solúveis. Desse modo, recomenda-se fazer a aplicação em quantidade de P2O5 solúvel e não em fósforo total. Com isto, deve se usar a fonte de menor custo levando em conta o fósforo solúvel e não o fósforo total.

Fonte: Paulino, V. T.; Costa, N. L.; Towsend, C. R.; Magalhães, J. A.; Pereira, R. G. A. Sources and rates of phosphorus in improving degraded in Brasilian west Amazon. In: XIX International Grassland Congress, São Pedro – SP, Brazil, 2001.

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