
As exportações de carne bovina do Brasil para a Rússia registraram forte crescimento no primeiro trimestre de 2026, consolidando uma tendência de recuperação e expansão no comércio entre os dois países.
De acordo com dados da Comex Stat, os embarques praticamente dobraram em relação ao mesmo período de 2025, alcançando o melhor desempenho para um primeiro trimestre desde 2017.
Entre janeiro e março de 2026, o Brasil exportou cerca de 27 mil toneladas métricas de carne bovina in natura para a Rússia. No mesmo período de 2025, esse volume havia sido de aproximadamente 13,8 mil toneladas.
O avanço representa:
Apesar do avanço, o volume ainda permanece abaixo do pico registrado em 2017, quando os embarques atingiram 37,8 mil toneladas no mesmo intervalo.
Além do aumento no volume exportado, o preço médio da carne bovina brasileira também apresentou valorização.
No primeiro trimestre de 2026, o produto foi negociado a cerca de US$ 4,89 por quilo, o maior nível já registrado para o período. O valor representa uma alta de 6,7% em relação ao mesmo intervalo de 2025.
Esse movimento indica não apenas maior demanda, mas também um cenário de valorização do produto brasileiro no mercado internacional.
O crescimento das exportações pode ser explicado por uma combinação de fatores:
Além disso, a Rússia tem buscado diversificar seus fornecedores, o que favorece o Brasil como parceiro estratégico.
O desempenho positivo reforça a importância do mercado externo para o setor pecuário brasileiro, especialmente em um cenário de expansão das exportações.
Entre os principais efeitos:
A continuidade desse crescimento dependerá de fatores como demanda internacional, câmbio, custos de produção e relações geopolíticas.
Ainda assim, o início de 2026 indica um cenário favorável para as exportações brasileiras, com potencial de manutenção da trajetória de alta ao longo do ano.
O avanço das exportações de carne bovina para a Rússia confirma a relevância do Brasil como um dos principais fornecedores globais de proteína animal.
Com volumes em alta e preços valorizados, o setor inicia o ano em posição estratégica — mas atento às variáveis que podem influenciar o ritmo desse crescimento.
Fonte: O mundo diplomático.