Carne bovina ganha espaço como snack proteico e mercado deve avançar até 2035
5 de outubro de 2026

Índice de Preços dos Alimentos da FAO sobe em setembro; preços da carne recuam

O Índice de Preços dos Alimentos da FAO (FFPI) registrou média de 136 pontos em setembro de 2026, alta de 2 pontos, ou 1,5%, em relação ao nível revisado de agosto.

Os índices de preços dos grupos de produtos de origem vegetal — cereais, óleos vegetais e açúcar — aumentaram em relação ao mês anterior, enquanto o índice de preços das carnes recuou e o de produtos lácteos permaneceu praticamente estável.

Na comparação com o mesmo período do ano anterior, o Índice de Preços dos Alimentos da FAO ficou 7,4 pontos, ou 5,8%, acima do registrado em setembro de 2025. Apesar disso, permaneceu 24,3 pontos, ou 15,1%, abaixo do pico alcançado em março de 2022.

Entre os grupos que registraram alta, o Índice de Preços dos Cereais da FAO ficou em 122,8 pontos em setembro, aumento de 5,1% em relação a agosto e de 17,2% frente ao mesmo mês de 2025.

O Índice de Preços dos Óleos Vegetais alcançou 198,6 pontos, alta de 0,9% no mês e de 18,3% na comparação anual. Já o Índice de Preços do Açúcar atingiu 114 pontos, avanço de 6,1% em relação a agosto e de 14,7% frente ao ano anterior, marcando o terceiro aumento mensal consecutivo e o maior nível desde abril de 2025.

Índice de preços das carnes recua 1,1%

O Índice de Preços das Carnes da FAO registrou média de 127,9 pontos em setembro, queda de 1,5 ponto, ou 1,1%, em relação ao valor revisado de agosto. Na comparação com o mesmo período do ano passado, o índice ficou praticamente no mesmo nível.

A queda refletiu principalmente a redução das cotações das carnes de aves e suína, enquanto os preços das carnes bovina e ovina permaneceram, de maneira geral, estáveis.

Os preços internacionais da carne de aves recuaram diante da ampla oferta disponível para exportação do Brasil e da menor demanda por importações da União Europeia após a entrada em vigor, em 3 de setembro, de novas exigências relacionadas a antimicrobianos.

O efeito foi mais evidente nos produtos de maior valor e foi reforçado pela antecipação das importações antes da implementação das novas regras.

Os preços da carne suína também caíram diante da oferta abundante nos principais países exportadores. Na União Europeia, as taxas de crescimento dos animais retornaram aos níveis normais após a redução registrada durante as ondas de calor do verão, contribuindo para o aumento da oferta e pressionando os preços.

Carne bovina sobe no Brasil e recua na Austrália

No caso da carne bovina, os preços de exportação na Austrália recuaram em meio ao aumento da concorrência global.

No Brasil, as cotações aumentaram, sustentadas pela maior demanda dos Estados Unidos após a expansão temporária, em 1º de setembro, da cota tarifária para aparas de carne bovina magra. A medida reduziu as tarifas incidentes sobre volumes adicionais importados.

Os preços da carne ovina, por sua vez, permaneceram em média inalterados. O suporte aos preços de exportação na Oceania, proporcionado pela firme demanda mundial por importações, foi compensado pelas cotações mais baixas na Nova Zelândia, movimento atribuído principalmente às variações cambiais.

Fonte: FAO, traduzida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

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