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Minas Gerais inicia projeto de rastreabilidade

Teve início nesta semana, em Minas Gerais, o projeto piloto de rastreabilidade de rebanhos do Certibov, programa que emite um selo de certificação de origem e qualidade dos produtos da bovinocultura do Estado. O projeto visa identificar por “brincagem” oito mil animais do Núcleo de Criadores de Novilho Precoce do Estado de Minas Gerais (Beef Tropical).

Até o fim de abril, todos os animais do núcleo devem estar classificados. O programa não está restrito aos animais do Beef Tropical. Para todo o Estado o processo de rastreamento tem previsão orçamentária de recursos da ordem de R$ 1 milhão em um primeiro ano de atividades.

O sistema tradicional de identificação de bovinos em vigor hoje no estado, consiste no registro por um código de letras e dígitos, em geral marcado na própria pele dos animais.

A numeração da nova identificação servirá como referência para constituir um de banco de dados, disponibilizado em rede informatizada para produtores, associações e órgãos que atuam no segmento da bovinocultura.

O novo sistema será composto por 14 dígitos; dois são referentes ao estado e outros dois à microrregião de origem do bovino, um quinto número serve como verificador e os nove restantes situam o número único referente à posição do animal no montante do rebanho estadual. O estado de Minas Gerias compreende 22 milhões de cabeças.

Criadores, técnicos e veterinários, e até os consumidores finais da carne bovina nos estabelecimentos comerciais poderão obter informações relativas à propriedade e ao criador de origem, data de nascimento, época de desmame e peso do animal em épocas distintas, tecnologias utilizadas no manejo, tipo e qualidade de musculatura, carcaça e carne, entre outras informações de toda a trajetória do bovino até a chegada das carnes aos açougues e câmaras frigoríficas dos supermercados.

A implantação do projeto de identificação traz como custos ao produtor a informatização de sua propriedade e a compra dos brincos (cerca de R$ 1 a unidade).

O projeto de rastreabilidade tem previsão de ser desenvolvido ao longo de um período dez anos, em parceria entre a Federação da Agricultura do Estado de Minas Gerais (Faemg), a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), o IMA e o Ministério da Agricultura.

Caberá à Faemg, através dos seus sindicatos, permitir aos produtores que não tenham condições de acesso à informatização, disponibilizar estruturas para que possam registrar e acompanhar os dados da rede. A Emater terá a responsabilidade de desenvolver trabalhos de extensão rural no acompanhamento da propriedade. A cargo do IMA ficam o controle do banco de dados e a classificação e inspeção no abate dos animais.

O Ministério da Agricultura custeará o programa. Da previsão de R$ 1 milhão a serem investidos nesse primeiro ano, R$ 360 mil destinam-se ao manter um estoque de 250 mil brincos no estado, uma vez que estas peças levam em média de duas a três semanas para ser impressas.

(Por Virna Campos, adaptado por Equipe BeefPoint, 30/03/01)

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