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Padronização Animal

A pecuária de corte vem passando, nos últimos anos, por uma revolução, impulsionada pela globalização que tornou a informação insumo fundamental para todas as atividades econômicas.

Acostumados à análise administrativa do seu negócio apenas com base na reposição do rebanho abatido, os pecuaristas se viram obrigados a adotarem metodologias modernas de gestão.

Assessorados por consultorias econômicas e técnicas, pecuaristas estão transformando as fazendas em empresas agropecuárias; a atividade pecuária em agronegócio; sua visão restrita ao boi em visão global de toda a cadeia da carne, se transformando em empresários rurais.

Uma ferramenta indispensável é a transformação das diversas categorias animais existentes, em um padrão. Utiliza-se a Unidade Animal “U.A.” (uma U.A. equivale a 450 Kg de peso vivo) para a conversão das diversas categorias em um número de unidades animais por categoria. Com todo o rebanho pesado, divide-se o peso total pelo peso de uma U.A. e obtém-se o número de U.As. do rebanho.

Com a estratificação por categoria em U.A., monitora-se melhor o rebanho possibilitando uma visão setorizada, identificando imediatamente qualquer diminuição em uma categoria em especial.

Determina-se também, com mais exatidão a pressão de pastejo e a lotação dos pastos. Quando se utiliza o peso do animal para a calibração, aproxima-se mais da realidade do que quando se utiliza o número de animais.

Pode-se visualizar que um determinado rebanho diminuiu em número de cabeças, porém cresceu em U.As. Isto dá tranqüilidade ao pecuarista para fazer a reposição do rebanho abatido num momento mais propício.

Mostra também, os efeitos nefastos que uma seca pode causar, diminuindo o total de U.A.s, sem comprometer o número de cabeças do rebanho.

A título de exemplo, vamos supor que determinado pecuarista tem em sua propriedade 1.000 animais em recria e engorda. Estratificando esses animais em categorias, são: 300 bezerros desmamados, 320 garrotes e 380 bois magros. Ao convertermos essas categorias em U.As. após a pesagem dos animais teremos:

Figura

Assim o total dos 1.000 animais, resultam em 621,0 U.As. É sobre essas 621,0 U.As. que devemos trabalhar.

Se tivéssemos 1.000 bezerros, seriam 360,0 U.As., se tivéssemos 1.000 garrotes, seriam 570,0 U.As., se tivéssemos 1.000 bois magros, seriam 870,0 U.As. Numa área de 600 hectares de pastagens, poderíamos dizer que, nas condições do Brasil Central onde a lotação média é de 0,5 a 0,6 U.As. / ha., os 1.000 bezerros estariam sub-pastejando a área; os 1.000 garrotes estariam com a lotação adequada e os 1.000 bois estariam super-pastejando a mesma área.

Fica claro que somente o número de animais não é suficiente para o gerenciamento adequado do rebanho nem da atividade.

A padronização também facilita a comparação para a troca de experiências com outros produtores, regra básica para o engrandecimento individual.

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