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Relação Cliente Consumidor

O foco hoje é sempre o consumidor.

Todas as teorias de Marketing e as novas técnicas administrativas estão voltadas às necessidades do mercado consumidor. O consumidor é o “REI”, seus anseios, desejos e prioridades devem ser atendidos.

A pecuária de corte, motivada pela globalização e pela estabilização de nossa moeda, procurou evoluir, adotando novas técnicas de produção, impulsionada pela industria de rações, que disponibilizaram ao mercado novos produtos como o “Sal Proteínado”, na tentativa de suprimir os efeitos da seca, visando à produção de uma carne que, supostamente, atendesse esse mercado mais exigente.

As rações prontas facilitaram a disseminação do confinamento e semiconfinamento pelas propriedades rurais de todo o Brasil. Estas técnicas visaram a oferta de carne de qualidade na entressafra, regularizando a oferta do produto durante todo o ano, aproveitando os preços diferenciados nesta época. A proliferação desta técnica estabilizou a oferta e os preços.

Os avanços da genética e os cruzamentos possibilitaram a precocidade do rebanho, diminuindo a idade de abate dos animais, aumentando o giro de capital nas empresas rurais. A produção de novilhos precoces e superprecoces deu origem a uma carne de melhor qualidade, “exigência do mercado consumidor”, na ótica do pecuarista, que aliado aos governos estaduais fomentaram os programas de incentivos fiscais à produção de novilhos precoces e formação das Associações e Núcleos de Produtores.

A intensificação da produção pecuária, com técnicas de manejo de pastagens como rotacionados e/ou adubados, aliada ao manejo alimentar, possibilitou a entrada da pecuária na era da produção de ciclo curto, com lotações médias mais elevadas.

A inclusão dos sistemas de irrigação, principalmente o pivô central, em pastagens com a finalidade de produzir silagem e também para pastejo, completam o cenário da pecuária moderna.

Figura

Contrapondo a todos os avanços alcançados na pecuária, vemos um consumidor mal informado, que não sabe diferenciar uma carne de qualidade. As pesquisas apresentadas no IV encontro dos Produtores de Novilhos Precoces, realizado em Campo Grande – MS, mostram um consumidor sem opinião formada sobre o que quer e como quer a carne bovina.

A cadeia da carne demonstra um descompasso entre a produção e o consumo. Quando o preço da arroba, pago pelo frigorífico ao pecuarista cai (excesso de oferta), o mesmo não acontece no varejo. Nas grandes redes de supermercados observamos a valorização do preço, para o consumidor, das carnes dos novilhos precoces, porém o preço ao produtor não sofre alteração.

O marketing da carne praticamente inexiste. Normalmente as propagandas são baseadas em promoções de preços, que atuam como chamariz para compras das demais mercadorias dos estabelecimentos.

Então o que dizer das exigências do mercado, de agradar o consumidor?

Precisamos nos conscientizar, que nosso cliente ainda é o frigorífico e devemos nos preocupar com as suas exigências: bois capões, peso acima de 16 @ e com bom acabamento de gordura.

Somente quem trabalha com nichos de mercado, como uma rede de restaurantes ou supermercados ou exportação, pode e deve se preocupar com o consumidor.

Em qualquer circunstância, devemos ter atenção total aos custos de produção. As tecnologias devem ser introduzidas para diminuir o custo e aumentar a produtividade. Quando atuam de outra forma devem ser descartadas.

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Colaboração: Lucila Carvalho Dias Junqueira

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