

Foto: Afa Seleccion / Divulgação. Fonte: https://globorural.globo.com/cultura/noticia/2026/06/selecao-da-argentina-leva-mais-de-500-quilos-de-carne-para-a-copa-do-mundo.ghtml
Tem seleção que leva equipamentos extras. Tem seleção que reforça a equipe médica. E tem a Argentina, que faz questão de levar o churrasco.
Antes da estreia da equipe no Mundial de 2026, nesta terça-feira (16), um detalhe dos bastidores chamou atenção: a delegação desembarcou nos Estados Unidos com mais de 500 quilos de carne bovina argentina para abastecer jogadores e comissão técnica ao longo da competição.
A carga inclui alguns dos cortes mais tradicionais do país vizinho, como vazio, lombo, matambre, costela e bife de chorizo. O objetivo é manter a rotina alimentar dos atletas durante o torneio, mas a escolha também carrega um significado cultural. Na Argentina, o churrasco está longe de ser apenas uma refeição: é encontro, celebração e parte da identidade nacional.
Não por acaso, a tradição já havia atravessado o oceano na Copa do Catar, em 2022. Naquele Mundial, a seleção argentina desembarcou com cerca de 3,5 toneladas de carne e transformou os famosos “asados” em momentos frequentes de convivência entre jogadores e comissão técnica. Ao final da campanha, a equipe levantou a taça e conquistou a terceira estrela de sua história.
Desde então, o churrasco parece ter consolidado seu status de personagem extraoficial da seleção. Tanto que, durante a preparação para o Mundial deste ano, o goleiro Emiliano Martínez mostrou nas redes sociais que nem mesmo uma forte tempestade em Kansas City foi capaz de cancelar um “asado”. Com chuva, vento e tudo mais, as brasas permaneceram acesas – porque, para os argentinos, algumas tradições simplesmente não entram em campo para perder.
Levar um pouco de casa para a concentração, aliás, é uma prática comum em competições longas. Além dos treinamentos e jogos, os atletas passam semanas convivendo em hotéis e centros de treinamento, muitas vezes longe da família e dos hábitos do dia a dia.
A comida ganha então um papel que vai além da nutrição: ajuda a criar familiaridade e conforto em meio à rotina intensa de uma Copa do Mundo.
Segundo a Fifa, a alimentação é uma das peças-chave na preparação de atletas de alto rendimento e costuma ser adaptada não apenas às necessidades nutricionais dos jogadores, mas também aos hábitos culturais de cada seleção.
Em conteúdos de bastidores publicados pela entidade, chefs e nutricionistas destacam a importância de manter os atletas próximos dos alimentos e refeições aos quais já estão acostumados durante torneios de longa duração.
A Argentina não é a única a apostar nos sabores nacionais. A Noruega, por exemplo, também chamou atenção ao reservar cerca de 300 quilos de peixe para acompanhar a delegação durante o Mundial. Presença constante na culinária do país, o pescado foi incluído no planejamento da equipe para manter um cardápio mais próximo daquele consumido pelos jogadores em casa.
Fonte: Globo Rural.