Indicador do Boi DATAGRO – Boletim de 05-agosto-2026
6 de agosto de 2026
Com menor demanda da China por carne, Brasil deve reforçar diplomacia e inovação, dizem executivos
6 de agosto de 2026

Setor de proteína animal precisa de órgãos internacionais funcionando e mercados abertos, diz ApexBrasil

O presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), Laudemir Müller, disse nesta quarta-feira (05/08) que o Brasil e o setor de proteína animal vivem atualmente em um cenário de “instabilidade e fragmentação”, que “não interessam” ao país e à cadeia produtiva. Em apresentação durante o Salão Internacional de Proteína Animal (Siavs), em São Paulo (SP), Müller defendeu as instituições multilaterais e o livre mercado.

“Queremos estabilidade e unidade, queremos a OMC (Organização Mundial do Comércio) funcionando, a OMSA (Organização Mundial de Saúde Animal) funcionando, que países reconheçam nosso status sanitário, mais acordos, abertura de mercados, redução de tarifas, não ter cotas e ter mercado livre ou ter mais cotas. Pela nossa competitividade nas proteínas, queremos estabilidade e união”, afirmou.

Müller chamou a atenção para a estabilidade e capacidade da cadeia de carnes brasileira de atender ao mercado interno de forma a suprir a demanda crescente sem que isso gere aumento da inflação, ao mesmo tempo em que mantém exportações.

“Estamos em pleno emprego, batendo recorde de consumo. Quando aumenta o consumo, o natural é aumentar a inflação. Mas o Brasil está fazendo o dever de casa e ao mesmo tempo está exportando”, disse o presidente da ApexBrasil.

Müller também defendeu os investimentos da agência e do setor produtivo voltados à ampliação das exportações. Segundo o dirigente, os cerca de R$ 115 milhões investidos conjuntamente pela ApexBrasil e empresas geraram R$ 150 bilhões por ano ao país.

Fonte: Globo Rural.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *