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Ações para controlar a aftosa parecem caminhar bem

Depois do novo choque sobre o surgimento da febre aftosa no Uruguai, vários aspectos positivos em relação à problemática sobre o controle dessa doença foram verificados.

O primeiro foi sem dúvida a atitude das autoridades uruguaias na tomada de decisões rápidas e eficientemente coordenadas para isolar e controlar o foco.

O segundo aspecto positivo foi o anúncio pelo Ministro da Agricultura brasileiro, em comum acordo com seu colega uruguaio, de finalmente levar à reunião da Comissão Sul Americana de Luta contra a Aftosa uma proposta de atuação conjunta e coordenada para o combate da febre aftosa no continente sulamericano. Porque não avançar nessa proposição criando uma organização semelhante à Consultoria Alimentar criada pela União Européia (ver notícia no Giro do Boi do BeefPoint). A criação dessa organização em nível de continente europeu foi desencadeada pelo surgimento de casos da doença encefalopatia espongiforme bovina (BSE) na França.

Um outro aspecto positivo foi o comentário de autoridade brasileira do Ministério da Agricultura chamando a atenção para as diferenças de comportamento que tiveram Brasil e Uruguai comparados com Argentina e Paraguai sobre os focos de febre aftosa surgidos nesses países. Enquanto Brasil e Uruguai assumiram prontamente os focos e tomaram atitudes e ações transparentes, Argentina e Paraguai ainda não assumiram de fato o problema, embora tenham tomado providências para o controle dos focos. Há necessidade de um jogo aberto entre todos os países do Mercosul atingidos pelos focos da doença. A deteminação exata da origem dos focos é de primordial importância para programas e ações conjuntas com o objetivo de evitar novos focos no futuro. Sem uma colaboração espontânea e transparente entre os países envolvidos essa determinação será muito difícil.

Também muito positivos são a meta de 100% de cobrição vacinal (tem que ser 100% de fato) e o estabelecimento de multas para quem não vacinar, incluindo aqueles que eventualmente compram e não vacinam. Poderia ser criado, se tecnicamente possível, um programa de verificação da vacianação através de exames sorológicos de amostragem feita em propriedades sorteadas ao acaso para verificar e controlar a vacinação e sua eficiência.

Por último, deve ser destacada a grande preocupação dos componentes da cadeia nas diversas regiões do país em controlar a doença o mais rápido possível, pois os reflexos econômicos negativos tem sido muito grandes nos estados e regiões que tiveram surgimento de focos ou que estão ainda na condição de zona tampão. O estudo feito pelo CEPEA da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” estimando que o Mato Grosso do Sul deixou de ganhar mais de R$70 milhões em menos de um ano após o surgimento do último foco de aftosa no estado causou muito impacto. Além disso, os problemas de comercialização e de preços que os produtores localizados em zonas tampão estão enfrentando têm mostrado a eles de uma forma bastante dolorosa a importância do controle da febre aftosa.

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