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China usa genética para detectar ‘vaca louca’

Pesquisadores chineses anunciaram uma técnica genética que permite a identificação de produtos derivados de carcaças bovinas em rações, o que poderá ajudar o país na prevenção da encefalopatia espongiforme bovina (EEB), ou doença da ‘vaca louca’.

De acordo com os especialistas, a doença geralmente chega aos países através das importações de pó de osso, e farinha de osso e carne, preparados com carcaças de animais infectados. Dessa forma, desde o dia 1º de janeiro, a China barrou as importações desse tipo de produto vindas de animais da União Européia.

A barreira, entretanto, não previne que partes de animais infectados, presentes em outros produtos e não listados como ingredientes, entrem no país e acabem trazendo risco de contaminação aos rebanhos chineses.

Para solucionar esse problema, o Shanghai Entry-Exit Inspection and Quarantine Bureau e o Shanghai Institute of Agricultural Science começaram a trabalhar, no início do ano, em uma técnica genética que permitirá a detecção desses componentes mais facilmente. A técnica, chamada de “detecção pelo DNA”, permitirá que os chineses encontrem o prion, proteína causadora da EEB, em produtos com quantidades muito pequenas, praticamente imperceptíveis, de componentes de origem bovina.

“Resultado de dois meses de pesquisa, a técnica é altamente sensível aos componentes de bovinos, capaz de detectar um grama de material derivado de vacas em 1000 gramas de produtos”, disse Zhang Dabing, diretor do grupo de pesquisa da Shanghai Academy of Agricultural Science.

Até agora, os pesquisadores já utilizaram essa técnica para encontrar componentes derivados de bovinos em 5 lotes de misturas com pó de osso importados, no porto de Shanghai. Nenhum dos lotes mostraram-se contaminados pela doença da vaca louca.

Autoridades chinesas disseram que o uso dessa técnica genética na detecção do agente causador da EEB é muito importante para Shanghai, que é um dos principais portos da China. O volume total de importações e exportações que passaram pelo local no ano passado foi equivalente a cerca de 1 quarto do total nacional.

fonte: Meat&Poultry, adaptado por Equipe BeefPoint

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