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Controle sanitário na América do Sul é frágil

A recente propagação do vírus da febre aftosa pela Argentina e Uruguai explica o esforço dos governos dos países do Mercosul, além do Chile e Bolívia, a abrirem suas fronteiras para visitas de missões de auditoria das condições sanitárias do rebanho bovino. Segundo o diretor do Centro Pan-Americano de Aftosa (Panaftosa), Eduardo Correa Melo, a volta da aftosa ao Cone Sul aconteceu devido a erros nas políticas de controle sanitário – entre eles, a redução de recursos financeiros para a prevenção, à medida que se alcançou sucesso na eliminação da aftosa na região.

Um exemplo é o convênio da Bacia do Prata, estabelecido em 1989 para troca de informações e visitas de técnicos do Brasil, Uruguai e Argentina. O convênio foi enfraquecido nos últimos dois anos, principalmente depois que Argentina, e os estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina foram declarados áreas livres da aftosa. Recursos equivalentes hoje a quase US$ 20 milhões anuais deixaram de ser aplicados na política de controle da aftosa, à medida que as campanhas de imunização eliminavam a doença nos rebanhos. Outro problema que fragilizou o controle sanitário, segundo o diretor do Panaftosa, foi o redirecionamento do fluxo de gado de regiões infestadas para as áreas livres de aftosa, onde os preços do boi subiram após a eliminação da doença.

Melo estima que o rebanho bovino em áreas livres da doença esteja bem abaixo dos 50,5% do total da América do Sul avaliados em dezembro do ano passado, estando atualmente em aproximadamente 290 milhões de cabeças.

fonte: Gazeta Mercantil (por José Alberto Gonçalves), adaptado por Equipe BeefPoint

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