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Exportações argentinas devem cair neste ano

O retorno da febre aftosa e a adversa relação peso-dólar devem fazer com que as exportações argentinas de carne fiquem abaixo das 200 mil toneladas do ano passado. Em 1969, quando a carne era ainda o principal produto argentino de exportação, foram vendidas 770 mil toneladas. Há quatro décadas, a carne bovina argentina representava até 40% do total das exportações do país.

As perdas, porém, não acabam com a mística de uma economia que nasceu fazendo churrasco – ou “parrilla”. A carne local começou a ganhar fama por sua qualidade de sabor e maciez, resultado de uma decantada excelência genética herdada de matrizes inglesas de basicamente duas raças: aberdeen angus e hereford. Ainda hoje, estima-se que 85% de toda a carne produzida no país venha de uma dessas raças ou da mescla delas.

“A presença de raças rústicas, como o zebu, muito comum em alguns países como o Brasil, é pouco freqüente por aqui”, compara Roberto Arancedo, presidente do Mercado de Liniers S.A., localizado em Buenos Aires, que comemorou recentemente cem anos de sua fundação e ainda é tido como maior centro de comercialização de gado do mundo – embora muito distante da glória das primeiras décadas do século passado ou da explosão nas vendas nos anos 50 e 60.

Em 2000, Liniers negociou 2,3 milhões de cabeças, 21,8% dos 10,6 milhões de animais abatidos no país – um nível pelo menos 30% abaixo da média da década de 60, auge da produção e exportação de carnes pelo país, quando o mercado chegou a vender 3,6 milhões de cabeças ano.

No início do ano, o governo insistiu em negar que febre aftosa havia retornado à Argentina, cujo status desde meados de 2000 era de país livre de aftosa sem vacinação. O setor, agora, tenta se levantar com benefícios que o ministro da economia Domingo Cavallo têm oferecido a segmentos da economia em dificuldade. “Estamos negociando com o governo a redução de impostos sobre a cadeia produtiva e um melhor suporte do Estado na parte sanitária, para tentar recuperar os ganhos do produtor que foram achatados nos últimos anos e recuperar regiões em que a produção foi reduzida”, diz o presidente do Mercado de Liniers.

fonte: Gazeta Mercantil (por Ismael Pfeifer), adaptado por Equipe BeefPoint

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