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Mercado de carnes se mostra atípico para o Uruguai

O mercado internacional de carne para o Uruguai “foi um ano atípico, deixamos de nos concentrar na China, 60%, para diversificar os destinos, porque o gigante asiático está com valores baixos e não são atraentes”, disse Juan Lema, diretor da Agromeals.

Em uma entrevista ao Rurales El País, Lema acrescentou que, dentro dessa maior diversificação de destinos, “os Estados Unidos são os que têm dado os melhores resultados, porque internamente eles têm preços de carne muito altos”.

Pensando no segundo semestre do ano, o corretor de carnes apontou que “estamos vendo uma situação semelhante à que tivemos no primeiro semestre do ano”, onde as exportações serão divididas em um terço para a China, um terço para os Estados Unidos e o restante para outros mercados.

“Isso mostra a capacidade da indústria uruguaia de buscar alternativas comerciais”, enfatizou.

Em relação às expectativas específicas da demanda chinesa, pensando, por exemplo, nas compras para o Ano Novo, Lema disse que “essa alteração nas importações da China tem ocorrido na maioria dos casos, mas acho que este ano isso não vai acontecer, porque eles vêm com um volume muito forte de importações, e uma oferta muito grande do Brasil”.

O diretor da Agromeals considerou que “a China mudou sua estratégia de importação”.

Referindo-se às perspectivas nos Estados Unidos, o corretor disse que as várias situações vividas internamente levaram a uma liquidação muito grande de vacas, o que deixou o estoque de gado mais baixo das últimas sete décadas, “e por essa razão hoje paga preços muito atraentes, se olharmos para as exportações do Uruguai, que cresceram muito forte”.

O mercado norte-americano também é interessante fora da cota, onde uma tarifa de 26,4% deve ser paga, e mesmo lá os negócios são melhores do que na China no momento.

Espera-se que essa situação continue em 2025.

Fonte: El País Digital, traduzida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

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