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Preço do boi gordo fica estável, mas sofre pressão com piora das pastagens

O mercado físico do boi gordo abriu a semana com estabilidade, mas em várias praças houve tentativas de compra em patamares mais baixos de preço, informa a consultoria Safras & Mercado. O movimento esteve mais intenso em Goiás e em Minas Gerais, Estados em que a condição das pastagens é pior devido ao estresse hídrico.

Já no Mato Grosso, Pará, Tocantins e Rondônia, as chuvas tiveram maior regularidade em abril, oferecendo bom suporte aos pastos, que ainda apresentam vigor, oferecendo maior capacidade de retenção ao pecuarista. Segundo Fernando Iglesias, analista da Safras & mercado, esse cenário oferece uma perspectiva de menor pressão baixista nesses Estados, o que pode acontecer com maior intensidade apenas na segunda quinzena de maio.

“A progressão da cota chinesa é outro elemento a ser mencionado. A leitura é que será esgotada em meados de junho”, destaca.

Nesta segunda-feira (27/4), das 33 regiões monitoradas pela Scot Consultoria, 26 não tiveram alterações nos preços do boi gordo. Houve quedas de valores no Triângulo Mineiro, Belo Horizonte (MG), sul de Minas Gerais, Goiânia (GO), sul de Goiás, Dourados (MS) e Redenção (PA).

Nas praças de Araçatuba (SP) e Barretos (SP), referências para o mercado o boi gordo seguiu cotado a R$ 363 a arroba para o pagamento a prazo. A cotação do “boi China” caiu R$ 3, para R$ 365 a arroba. Não houve alterações para a vaca e a novilha.

Mercado externo

As exportações de carne bovina seguem em bom ritmo. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que o volume médio que tem sido embarcado por dia segue acima de 10 mil toneladas. Na parcial de abril (16 dias úteis), a média está em 13.516 toneladas diárias de carne in natura.

O preço em dólar tem subido com o passar das semanas, contrabalançando a queda do câmbio. A média parcial do mês está em US$ 6.200 por tonelada, equivalente a R$ 31.313 por tonelada.

Mercado interno

Segundo a Scot Consultoria, na última semana, o ritmo dos negócios no varejo esteve reduzido e, consequentemente, os pedidos para reposição de estoque estiveram baixos, mas com a disponibilidade de carne nas câmaras frias em menor volume. No entanto, diferentemente das semanas anteriores, quando o mercado vinha sustentado, houve queda nas cotações das carcaças casadas.

Ao longo da segunda-feira, os preços estiveram acomodados no mercado atacadista, com o ambiente de negócios ainda sugerindo menor espaço para reajustes no decorrer do restante do mês, considerando o apelo mais fraco ao consumo durante a segunda quinzena do mês, explica Iglesias, da Safras & Mercado. Além disso, o analista destaca que os preços da carne bovina ainda perdem competitividade na comparação com as proteínas concorrentes, especialmente em relação à carne de frango.

Nesta segunda-feira, no atacado da Grande São Paulo, a consultoria Safras & Mercado registrou o quarto dianteiro ainda precificado a R$ 23,50, por quilo; o quarto traseiro seguiu cotado a R$ 28,50 por quilo; e a ponta de agulha continuou no patamar de R$ 21,50 por quilo.

Fonte: Globo Rural.

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