
O mercado brasileiro de sêmen da raça angus voltou a crescer em 2025. Segundo dados da Associação Brasileira de Inseminação Artificial, o avanço foi de 31,2% no ano passado.
O desempenho representa uma retomada do crescimento após o cenário observado entre 2021 e 2023. Após registrar um recorde em 2020, as vendas somaram uma retração de 38% durante três anos. O mercado começou a reagir em 2024, com alta de 1,5%.
O presidente da Associação Brasileira de Angus, José Paulo Dornelles Cairoli, afirma que o momento está diretamente ligado à valorização da carne de qualidade no mercado internacional, com a genética angus consolidada como peça-chave para agregar valor à produção – especialmente por meio do cruzamento com o nelore.
“Quando se agrega qualidade à carne, o valor praticamente dobra na exportação”, resume.
Segundo Thiago Carvalho, pesquisador do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, a queda nas vendas de sêmen angus nos anos anteriores esteve ligada à necessidade de recomposição do rebanho nelore, após um período de abate elevado de fêmeas.
Agora, com essa recomposição mais avançada, o mercado volta a demandar genética voltada à qualidade de carne.
Fonte: Globo Rural.