28 de setembro de 2007

O impacto da bioenergia na produção pecuária: Brasil e EUA

A produção mundial de bioenergia tem gerado preocupações junto a indústria de alimentos e sociedade em geral, frente ao possível aumento de custos de produção e preços dos alimentos ao consumidor final. O aumento dos preços do milho no mundo vai impactar positivamente a pecuária de corte brasileira, que dentre todas as possíveis fornecedoras de proteína animal, é a menos dependente do milho. O mesmo não podemos dizer para a produção de suínos e aves no Brasil e no exterior e a produção de gado de corte em outros países. Essa mudança nos preços agrícolas mundiais e o aumento da demanda mundial por proteína animal são grandes oportunidades para o Brasil aumentar ainda mais sua presença e sucesso no mercado internacional de carne bovina.
27 de agosto de 2007

Uma iniciativa de promoção da carne bovina brasileira

O Brasil vem ganhando cada vez mais espaço no mercado internacional de carne bovina. Por outro lado, a carne bovina brasileira recebe cada vez mais ataques dentro e fora do país, seja de grupos ligados a produção pecuária em outros países ou grupos anti-produção ou anti-consumo de carne bovina. Nesse cenário, a carne bovina precisa muito de um trabalho de promoção de seus produtos e muitos indivíduos e empresas têm interesse em ajudar, podendo fazê-lo de diversas formas, o BeefPoint e SIC - Serviço de Informação da Carne criaram uma campanha diferente de divulgação da carne bovina. Cada integrante da campanha se torna um divulgador de informações verdadeiras e embasadas cientificamente sobre carne bovina. Acreditamos também que essa iniciativa pode ser um excelente primeiro passo para a criação de um programa nacional de marketing da carne bovina, que em outros países têm trazido mais lucro para todos os elos da cadeia produtiva.
23 de julho de 2007

Ingleses barram gene zebu – o que o Brasil vai fazer?

A entidade que representa os interesses da cadeia da carne no Reino Unido, Eblex, incluiu um novo quesito em seu programa de qualidade, a ausência de gene zebuíno nas carnes que tenham o selo de seu programa de qualidade assegurada (Quality Standard Mark). O objetivo da Eblex é aumentar a competitividade da cadeia da carne inglesa e promover seus produtos. Acredito que esse fato deva ser encarado como um alerta para o Brasil. A concorrência vai acontecer cada vez mais na esfera da qualidade e não apenas do preço, em especial nos mercados mais desenvolvidos e de mais renda, onde a Europa é um excelente exemplo. O que é mais necessário no momento é um trabalho mais integrado de cadeia produtiva e estímulos mais claros e objetivos para que o pecuarista invista desde a cria, e não apenas na fase final de engorda, em moldar seu sistema de produção para a qualidade.
19 de julho de 2007

Mercado segue valorizado, BM&F indica alta nas próximas semanas

O mercado do boi teve nova semana de valorização, com o indicador Esalq/BM&F se valorizando 1%, cotado a R$ 61,47/@ à vista. O bezerro se valorizou menos (0,3%), cotado a R$ 434,06/cabeça (indicador MS), elevando a relação de troca para 1:2,34. O mercado segue comentando o alto preço da reposição, mas a relação de troca indica um cenário em 2007 similar a 2006 para o invernista. Há um ano a relação de troca era de 1:2,32. Para as próximas semanas espera-se preços superiores aos atuais, com a BM&F indicando valores a vista de R$ 61,80/@ e R$ 62,69/@ para o final de julho e agosto, respectivamente. Os preços para setembro, outubro e novembro são superiores, como pode ser observado no gráfico abaixo. Vale lembrar que o volume de negócios de boi a termo vem crescendo muito, o que deve alongar as escalas dos frigoríficos a partir de setembro, aumentando a possibilidade de reduções de preço, como ocorreu em 2006, a partir da segunda quinzena de outubro.
5 de julho de 2007

Boi gordo segue em alta, relação de troca mais alta que em 2006

O mercado do boi gordo continua em alta, com o indicador Esalq/BM&F cotado em R$ 60,77/@ a vista. O preço do bezerro também subiu, cotado em R$ 431,41/cabeça. A relação de troca continua se recuperando, com a alta mais forte do boi gordo nos últimos 30 dias. Hoje a relação de troca é de 1:2,32, há um ano era de 1:2,21. Esse é um forte indicativo de que o preço da reposição não subiu tanto quanto se comenta. Em relação ao boi gordo, o bezerro está mais barato que no início de julho/2006.
28 de junho de 2007

Mercado firme: boi gordo sobe e BM&F indica melhores preços futuros

O mercado do boi teve nova semana de forte alta. O indicador Esalq/BM&F subiu 3,37%, cotado em R$59,51/@ à vista. O dólar subiu 1,57% essa semana, cotado em R$ 1,949. Com isso a arroba em dólares subiu menos que em reais (+1,77%). O bezerro também se valorizou, mas bem abaixo do boi gordo. A relação de troca, depois de ter alcançado mínimas de 1:2,16 esse ano (mesmo mínimo de 2006), está se recuperando, valendo hoje 1:2,29.
21 de junho de 2007

Boi ultrapassa os US$ 30,00 com tendência de alta

O mercado do boi gordo teve nova semana de altas, no mercado físico e no mercado futuro. O indicador Esalq/BM&F se valorizou 1,18% na semana, cotado em R$ 57,57/@ à vista. O dólar caiu novamente, cotado a R$ 1,919. A arroba em dólares está valendo mais de US$ 30,00. Em dólares, a arroba acumula alta de 38% nos últimos doze meses. O indicador de preços do bezerro (Esalq/BM&F, MS) subiu menos que o boi gordo essa semana, com a relação de troca subindo para 1:2,22, mesmo valor de 2006 em junho.
14 de junho de 2007

Mercado firme: indicador e futuros têm altas fortes

O mercado do boi segue em valorização, com o indicador Esalq/BM&F subindo 1,55% na semana (R$ 56,90/@ à vista). O indicador de preços do bezerro no MS também subiu (0,28%), para R$ 426,06, levando a relação de troca para 1:2,20. Na semana o dólar caiu novamente (-0,89%), levando a arroba em dólares para US$ 29,28, historicamente um valor bastante alto. O mercado futuro indica novas altas, desde 29 de maio, o indicador está abaixo do contrato com vencimento em junho.
6 de junho de 2007

Fim de safra: firmeza de preços e expectativa para entresafra

Nessa semana mais curta, o mercado do boi gordo se manteve firme, com alta no indicador Esalq/BM&F e alta em todos vencimentos futuros. Mesmo com o frio e aumentos pontuais de preços em algumas regiões, a oferta de animais para abate continua pequena. As escalas estão curtas e os compradores dos frigoríficos estão relutantes em aumentar preços, com receio de não conseguirem mais compras. A pequena oferta atual de gado gordo aumentou as expectativas de melhores preços na entresafra.
31 de maio de 2007

Mercado do boi gordo – 30/05/07

O indicador Esalq/BM&F teve nova semana de estabilidade, em pleno final de safra, cotado em R$ 55,44, queda de 0,29% na semana. A relação de troca recuou novamente, para 1:2,16, menor valor de 2006. No mercado físico de reposição, a procura continua firme, especialmente para animais mais erados e pesados, para confinamento. No mercado futuro a semana foi de forte alta, outubro/07 passando a "barreira" dos R$ 61,50/@, fechando a quarta-feira em R$ 61,98.
25 de maio de 2007

Pecuária de corte e o avanço da bioenergia

A área plantada de cana no Brasil ainda é pequena, 6 milhões de ha, frente aos mais de 200 milhões de ha de pastagens. Em municípios onde se instalam ou se ampliam usinas de cana, muitos pecuaristas se tornam fornecedores, ou arrendam/vendem suas terras para essa finalidade. Isso tem mexido com os ânimos de muitos, em regiões como o estado de SP. É preciso avaliar os fatos e procurar entender as consequências dessa nova realidade na agropecuária brasileira.
24 de maio de 2007

Mercado do boi gordo – 23/05/07

O mercado do boi gordo teve nova semana de estabilidade. O indicador está estável ao longo da safra. Um dos fatores é a menor quantidade de animais prontos para abate, outro é a reposição com preços superiores, prejudicando a troca. Nem a notícia da suspensão de 11 plantas frigoríficas para exportação à Rússia mudou o mercado. No atacado da carne bovina, mercado interno, os preços caíram essa semana, em especial o dianteiro que recuou 8,33% na semana, reduzindo a margem bruta dos frigoríficos.